quarta-feira, outubro 24, 2012

PROJETO BARRO PRETO. Visa orientar e educar produtores rurais a cultivarem o cacau por meio do uso racional da terra, promovendo fortalecimento do solo e preservação da biodiversidade.

A Mars, uma das maiores fabricantes de alimentos do mundo, por meio do Centro Mars de Ciência do Cacau (Mars Center for Cocoa Science – MCCS), é uma das apoiadoras do Projeto Barro Preto, iniciativa criada junto a instituições públicas atuantes no município de Barro Preto, no sul da Bahia, para fornecer à comunidade agrícola local uma nova cultura de produção de cacau, que seja sustentável e ecológica.
O projeto, que surgiu em 2011 em parceira com a CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), o Sindicato Rural dos Trabalhadores Rurais de Barro Preto, a Prefeitura Municipal de Barro Preto (ADRIANO CLEMENTINO), além da Mars, tem como objetivo, por meio da orientação e educação dos produtores rurais, resgatar a agrossilvicultura (a prática de cultivo de árvores em conjunto com culturas agrícolas ou com a criação de animais), por meio do uso racional da terra, promovendo o fortalecimento do solo, além da preservação das nascentes dos rios e de toda a biodiversidade.
Para promover a revitalização do cultivo cacaueiro na região, será utilizado o sistema ecológico agroflorestal Cabruca, que consiste no cultivo do cacau sob a sombra da vegetação, remanescente da Mata Atlântica, já existente na região. Essa forma de cultivo é de baixo impacto ambiental, pois é baseada na substituição dos elementos do sub-bosque (extratos intermediários) da floresta tropical nativa por uma cultura de interesse econômico, nesse caso, o cacau.
“Com esta iniciativa, almejamos aumentar a produção de cacau na região já a um médio prazo. Até 2017 esperamos ampliar de 12 (o número que possuímos hoje em dia) para 40 produtores rurais participantes e aumentar a média de 13 arrobas por hectares para 60 arrobas por hectare. Desta forma, promoveremos, além da proteção ambiental e da produção, o crescimento da rentabilidade dos produtores locais e, por consequência, a qualidade de vida da comunidade da região, compondo, assim, o clássico tripé do desenvolvimento sustentável”, destaca José Francisco de Assunção Neto, engenheiro agrônomo do Centro Mars de Ciência do Cacau e Líder do Projeto Barro Preto na Mars.
VEJA NO COMPARATIVO O QUE ACONTECE: POR BAIXO DA MATA SE CULTIVA CACAU
Criado em 1982, a MCCS é o único centro de pesquisa de uma empresa privada voltado 100% para pesquisa do cultivo do cacau e é, essencialmente, um grande laboratório aberto – com estufas, agroflorestas e laboratórios. O centro estuda todo o processo produtivo, desde o desenvolvimento de melhores práticas de produção até a criação de métodos inovadores que ajudarão no controle de pestes e doenças, além da melhoria da qualidade e do sabor das amêndoas de cacau. Desta forma, a participação da Mars, por meio do MCCS, no Projeto Barro Preto garante à implantação de áreas de cacau com a aplicação de melhores práticas de produção e métodos inovadores que ajudarão no controle de enfermidades e melhoria da produtividade de cacau, possibilitando a sustentação dos recursos naturais renováveis de forma produtiva. Atualmente, sete profissionais do centro estão envolvidos, com exclusividade, nas atividades do Projeto Barro Preto.

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